Quero ir para longe, bem longe. Quero cantar canções nas ruas que nunca pisei, quero provar sabores nunca saboreados. Quero ir para longe. Descobrir um novo mundo, ter o meu mundo. Quero vestir vestidos brancos com bolinhas vermelhas e ver o por do sol. Quero enfrentar o desconhecido e ler um livro enquanto bebo um café quente. Conduzir a 180 km/h e ouvir musica no volume máximo. Quero sentir o vento na minha cara e ter os cabelos soltos. Passear de cavalo e entrelaçar a minha mão na tua. Quero ir para longe e ser culta, assistir a concertos, visitar museus e ouvir palestras. Quero fazer voluntariado e tirar fotografias. Quero escrever até me doer a mão ou até a tinta da caneta acabar. Olhar as chamas desenhadas na lareira e sentir o seu calor. Adormecer numa praia ou nos teus braços. Quero amar e odiar. Quero ir para longe, bem longe e ser feliz.
feito por mim.
« -(..-)Sabes odiar. Sabes impor as tuas opiniões e não deixar que ninguém te contradiga. Sabes acabar com as conversas. Isto, claro, se não estivesses morto, se ainda pudesses conversar.
- Mas estamos a conversar, não estamos?
- Estamos?
(…)
-Talvez as pessoas que lêem o livro acreditem em ti, mas tu não és capaz de acreditar em ti próprio. Tu sabes. Ainda és capaz de ver o rosto da avó depois de a atirares ao chão, depois de lhe apertares o braço ou de lhe acertares com a mão na cara. Ainda te lembras de todas as vezes em que te olharam com decepção, com pena. Tens medo que te roubem aquilo que nunca foi teu, mas que, num instante, acreditas que te pertence porque tu és tu. Decepcionas-te contigo próprio, tens pena de ti próprio e, num instante, acreditas que devem ser os outros a pagar por tudo o que fizeste mal e por tudo o que não soubeste fazer.»
José Luís Peixoto, Cemitério De Pianos, página 281/282.
Owen: You’re going to the OR.
Teddy: She’s got her hand on the hole, Owen.
Cristina: I’ll be fine. I’ll be okay.
- Grey’s Anatomy 7x11: Disarm
(via itsamelancholynotion)
Source: earth2eternity